O que é o Sadismo Clínico

Quando Viktor Frankl escreveu que certos guardas dos campos de concentração eram "sádicos por excelência no sentido clínico", ele não estava fazendo uma comparação literária. Estava fazendo um diagnóstico.

Uma estrutura de caráter, não um exagero moral

Sadismo clínico é um termo da psicopatologia: um transtorno de personalidade em que a pessoa sente prazer ativo em causar sofrimento físico ou psicológico aos outros. Não se trata de crueldade ocasional, mas de uma forma de funcionar psicologicamente. As características incluem prazer deliberado em causar dor ou humilhação, ausência de empatia, uso da tortura como expressão de poder e controle, e a despersonalização do outro, que deixa de ser semelhante e vira apenas objeto do gozo destrutivo.

O que Frankl observou nos campos

Frankl testemunhou que alguns prisioneiros eram mais humanos que certos guardas, ou seja, nem todo guarda era sádico, mas havia aqueles que se destacavam por essa perversão comportamental, indo além do que as ordens exigiam. O sadismo clínico se desenvolve com mais força onde há despersonalização institucional (os prisioneiros viram números), autoridade incontestável, e ausência de sanção social ou moral, ao contrário, o comportamento é recompensado.

Por que a distinção importa

Não é sadismo "erótico" nem metáfora. Frankl está diagnosticando, como médico psiquiatra, que o sistema dos campos atraiu ou despertou indivíduos com esse perfil clínico. É o reconhecimento de que certas patologias encontram ambiente fértil em regimes de crueldade institucionalizada, e a conexão desse comportamento com a origem do próprio termo remete a de onde vem a palavra sadismo.

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Perguntas frequentes

O que é sadismo clínico?

É um termo da psicopatologia para um transtorno de personalidade em que a pessoa sente prazer ativo em causar sofrimento físico ou psicológico aos outros. Não é crueldade ocasional, é uma estrutura de caráter, um modo de funcionar psicologicamente.

Viktor Frankl usava o termo como metáfora?

Não. Quando Frankl chamava certos guardas dos campos de "sádicos no sentido clínico", ele estava diagnosticando como médico psiquiatra, não fazendo figura de linguagem nem apenas um julgamento moral.

Quais as características do sadismo clínico?

Prazer ativo e deliberado em causar dor ou humilhação, ausência de empatia, uso da tortura como expressão de poder e controle, e despersonalização do outro, que vira objeto do gozo destrutivo.

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