"Viva agora as perguntas." A frase é de Rainer Maria Rilke, nas Cartas a um Jovem Poeta, e diz mais sobre a atitude filosófica do que muitos tratados.
A passagem
Escrevendo ao jovem Franz Kappus, Rilke aconselha:
Tenha paciência com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar as próprias perguntas como se fossem quartos fechados ou livros escritos em língua estrangeira. Não procure agora as respostas, que não lhe podem ser dadas, porque não seria capaz de vivê-las. E é disso que se trata: de viver tudo. Viva agora as perguntas.
O que ela quer dizer
Amar as perguntas não é resignação de quem desistiu de encontrar respostas. É a maturidade de quem sabe que certas respostas só chegam depois de se habitar muito tempo dentro de uma boa pergunta. A pressa por respostas prematuras é justamente o inimigo do conhecimento: fecha a porta antes de o pensamento entrar.
É o mesmo que Sócrates praticava ao perguntar, e o que a atitude filosófica chama de cultivar a pergunta. A pergunta abre; a resposta fecha. Viver as perguntas é manter a porta aberta o tempo necessário.
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Quem escreveu viva as perguntas?
O poeta Rainer Maria Rilke, nas Cartas a um Jovem Poeta, série de cartas escritas a partir de 1903 ao jovem Franz Xaver Kappus.
O que significa viver as perguntas?
Significa ter paciência com o que ainda não está resolvido e amar as próprias perguntas, em vez de exigir respostas prematuras. Certas respostas só chegam depois de se habitar muito tempo dentro de uma boa pergunta.
Isso é desistir de buscar respostas?
Não. É o oposto da resignação. É a maturidade de quem sabe que viver a pergunta com seriedade é parte do caminho até a resposta.
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