A graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa

A graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. O princípio é de Tomás de Aquino, e resume como a fé se relaciona com tudo o que a razão humana alcança.

O que o princípio afirma

Tomás de Aquino dizia que a graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. A fé não cancela a razão nem a natureza humana: ela as leva mais longe do que chegariam sozinhas. O que Deus revela não apaga o que o homem descobre por conta própria, completa.

A verdade não contradiz a verdade

Daí decorre um princípio simples e profundo: a verdade não pode contradizer a verdade. Se Deus é o autor da razão e o autor da revelação, então um conhecimento honesto nunca poderá, no fim, contradizer o outro. Quando parece haver conflito, ou a ciência ainda não entendeu o suficiente, ou a fé foi mal interpretada. A solução nunca é mutilar um dos dois.

Por que isso importa

Esse princípio é a base do diálogo entre ciência e fé. Ele dá ao cristão a liberdade de estudar a fundo o mundo, sem medo, na confiança de que toda verdade descoberta é mais um traço do mesmo quadro.

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Perguntas frequentes

Quem disse que a graça não destrói a natureza?

Tomás de Aquino, no século XIII. O princípio, em latim, costuma ser citado como gratia non tollit naturam sed perficit.

O que significa o princípio?

Que a fé não anula a razão nem a natureza humana, mas as aperfeiçoa, levando-as mais longe do que chegariam sozinhas.

A fé contradiz a ciência?

Não, segundo esse princípio. A verdade não contradiz a verdade. Quando há aparente conflito, ou a ciência não entendeu o suficiente, ou a fé foi mal interpretada.

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Aula de origem (Comunidade NousCast): Fé e Razão (Fides et Ratio)