As Confissões, de Santo Agostinho, são a primeira grande autobiografia do Ocidente. Mas quem espera só uma biografia se engana: Agostinho escreve sobre si para escrever sobre nós.
O que é a obra
Escritas por volta do ano 397, as Confissões têm treze livros. Os nove primeiros narram a vida de Agostinho do nascimento à morte da mãe, Mônica: a infância, o roubo das peras, os anos no maniqueísmo, a carreira de retórica, a influência de Ambrósio em Milão e a conversão. Os quatro últimos abandonam a narrativa e meditam sobre a memória, o tempo e a criação do mundo no Gênesis.
O título tem duplo sentido: confissão é tanto a admissão dos pecados quanto a confissão de louvor. O livro inteiro é uma oração dirigida a Deus, escrita em segunda pessoa.
Por que ele ainda fala com você
A força das Confissões é a identificação. Quem nunca se sentiu dividido entre o que sabe e o que faz? Quem nunca se viciou em algo que já não fazia sentido? Agostinho dá nome a essas experiências, e a obra vira espelho do leitor.
Desse espelho saem conceitos que se pode levar para a vida: o mal como amor na ordem errada, o pecado do roubo das peras, a famosa pergunta o que é o tempo, a memória como um palácio imenso, e a conversão no jardim.
A grande virada
A conversão de Agostinho é o coração do livro, e a sua lição mais filosófica: ele não se converteu apesar de pensar, mas porque pensou até o limite. É o melhor exemplo do credo ut intelligam, crer para compreender.
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Sobre o que são as Confissões de Santo Agostinho?
São uma autobiografia espiritual em treze livros, escrita por volta do ano 397. Agostinho narra a própria vida, do nascimento à conversão, e a transforma em meditação sobre Deus, o mal, o tempo e a memória.
Por que as Confissões são tão importantes?
É a primeira grande autobiografia do Ocidente e uma das obras fundadoras da interioridade ocidental. Agostinho inaugura o hábito de olhar para dentro de si como caminho de conhecimento.
Quantos livros têm as Confissões?
Treze. Os nove primeiros são narrativos (a vida até a morte de Mônica); os quatro últimos são filosóficos, sobre a memória, o tempo e a interpretação do Gênesis.
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