Três homens, três respostas para a mesma pergunta: o que move, no fundo, o ser humano? Viena do início do século vinte produziu as três escolas de psicoterapia que tentaram responder.
Freud: a chave do prazer
Sigmund Freud, com a firmeza de um cientista, ergue a psicanálise: somos governados por forças inconscientes, instintos e desejos reprimidos. A vida é, no fundo, a busca por satisfação. Freud oferece a chave do prazer.
Adler: a chave do poder
Alfred Adler rebate: o que move o homem não é o prazer, mas o poder. O ser humano é um ser de luta, sempre tentando superar a inferioridade e dominar seu ambiente. A vida é competição, esforço, conquista. Adler oferece a chave do poder.
Frankl: a chave do sentido
Viktor Frankl entra em cena por último, e não precisa levantar a voz. Sua autoridade vem da experiência de quem olhou a morte nos olhos: nem prazer, nem poder, o verdadeiro motor da existência é o sentido. O homem pode suportar qualquer dor, desde que saiba o porquê. Podem roubar a liberdade externa, reduzir alguém a um número, mas não roubar a liberdade última, a de escolher a própria atitude diante do sofrimento.
Por que a terceira resposta não anula as outras duas
O prazer pode ser perdido, o poder pode ser tirado, mas o sentido é indestrutível porque nasce no espírito, não nas circunstâncias. Frankl não está dizendo que Freud e Adler erraram, está dizendo que a resposta deles é incompleta: o homem não é só prazer, não é só poder, é, antes de tudo, busca de sentido. É esse motor que continua de pé mesmo quando tudo o mais desaba.
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Qual a diferença entre Freud, Adler e Frankl?
Freud (psicanálise) defende que o homem busca prazer, movido por instintos inconscientes. Adler (psicologia individual) defende que o homem busca poder, numa luta para superar a inferioridade. Frankl (logoterapia) defende que o homem busca, acima de tudo, sentido.
As três escolas se contradizem?
Frankl não nega Freud nem Adler, ele completa o quadro. O homem não é só prazer, não é só poder, é também, e sobretudo, busca de sentido, um motor que continua de pé mesmo quando prazer e poder são tirados de alguém.
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Aula de origem (Comunidade NousCast): Em Busca de Sentido, de Viktor Frankl