Logoterapia é a psicoterapia que Viktor Frankl construiu a partir da palavra grega logos, sentido, palavra, significado. É a terceira escola vienense de psicoterapia, depois da psicanálise de Freud e da psicologia individual de Adler.
O que ela propõe
Onde Freud via o prazer como motor da alma e Adler via o poder, Frankl propõe uma terceira resposta: o ser humano busca, antes de tudo, sentido. Não se trata de negar os outros dois, mas de completar o quadro: o homem não é só prazer, o homem não é só poder, o homem é, antes de tudo, busca de sentido.
Mais que uma técnica
A logoterapia é usada clinicamente, mas tem fundamento filosófico-existencial. Frankl a descreve como um mapa, não um conjunto de fórmulas: a dor, o sofrimento e até a própria morte podem ganhar dignidade se forem integrados à vida como parte de uma missão, com liberdade e responsabilidade. Sem sentido, o sofrimento destrói. Com sentido, o sofrimento transforma.
Sentido não se inventa, se descobre
O achado central da logoterapia é que sentido não é algo que a pessoa cria por conta própria, sozinha. É algo que se descobre, sempre voltado para fora de si mesmo: numa obra a realizar, no amor por uma pessoa concreta, ou na atitude com que se carrega um sofrimento que não se pode evitar. É esse o mecanismo por trás da frase que resume a logoterapia: quem tem um porquê para viver suporta quase qualquer como.
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O que é a logoterapia?
É a psicoterapia criada por Viktor Frankl a partir da palavra grega logos, sentido, palavra, significado. Parte do princípio de que o motor mais profundo da alma humana não é o prazer (Freud) nem o poder (Adler), mas a busca de sentido.
A logoterapia é só uma técnica clínica?
Não. Frankl a descreve como um mapa existencial: tem fundamento filosófico e é aplicada clinicamente, mas vai além do sintoma, trata da necessidade humana de um porquê.
Como a logoterapia encara o sofrimento?
A dor, o sofrimento e até a morte podem ganhar dignidade se forem integrados à vida como parte de uma missão, com liberdade e responsabilidade. Sem sentido, o sofrimento destrói; com sentido, o sofrimento transforma.
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Aula de origem (Comunidade NousCast): Em Busca de Sentido, de Viktor Frankl