Os Quatro Tipos de Mentira, Segundo a Psicologia

Nem toda mentira pesa o mesmo. A psicologia classifica quatro tipos, e o mais perigoso deles não é o que parece.

Social e utilitária: as mais leves

A mentira social existe para evitar aborrecimentos triviais, o "estou bem" automático de quem não quer explicar o dia. A mentira utilitária busca uma vantagem concreta, um ganho pontual. As duas incomodam, mas não corroem quem as diz.

Patológica: o tipo Pinóquio

A mentira patológica é mentir por compulsão, sem necessidade real de vantagem ou de evitar desconforto, o "tipo Pinóquio". Aqui o problema já não é o conteúdo da mentira, é o hábito de mentir mesmo quando a verdade custaria menos.

Ontológica: o tipo Dr. Jekyll e Mr. Hyde

A mais perigosa das quatro é a mentira ontológica: negar quem você é de verdade. Não é mentir sobre um fato, é mentir sobre a própria identidade, como o duplo escondido de Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Aplicada à vida num campo de concentração, essa é a mentira que ameaça mais: o perigo de se esconder da própria verdade existencial, de fingir, para si mesmo, ser alguém que já não é, ou nunca foi.

Por que a classificação importa

Olhar para os quatro tipos lado a lado revela uma escala: da mentira que só protege uma conversa até a mentira que devora a própria identidade de quem a sustenta. É a mesma pergunta que percorre a dimensão tríplice do ser humano, corpo, psique e espírito: quando o espírito escolhe mentir sobre si mesmo, é a parte mais funda do ser humano que fica comprometida.

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Perguntas frequentes

Quais são os quatro tipos de mentira?

Social (para evitar aborrecimentos triviais), utilitária (para obter vantagens), patológica (mentir por compulsão, o "tipo Pinóquio") e ontológica (negar quem você é de verdade, o "tipo Dr. Jekyll e Mr. Hyde").

Qual o tipo de mentira mais perigoso?

A ontológica. Não é mentir sobre um fato, é mentir sobre quem se é. É a mentira que separa a pessoa da sua própria verdade existencial, como o duplo escondido de Dr. Jekyll e Mr. Hyde.

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