Um, Nenhum e Cem Mil e a identidade

Vitangelo Moscarda descobre que não é um: é cem mil, um para cada pessoa que o vê. E decide não ser nenhum.

A obra de Pirandello

Em Um, Nenhum e Cem Mil, de Luigi Pirandello, o protagonista Vitangelo Moscarda percebe que não tem uma identidade única: existe uma versão dele na cabeça de cada pessoa. A descoberta o leva a dissolver, de propósito, todos os papéis que o definiam.

O paralelo com Dom Quixote

A identidade, em ambos, é reflexo social. A diferença é o gesto: Moscarda dissolve a própria identidade como experimento; Dom Quixote é forçado a abandonar a sua quando a sociedade lhe impõe um único modo de ver a realidade. Em um, a multiplicidade liberta; no outro, a lucidez mata.

A pergunta comum

As duas obras deixam a mesma inquietação moderna: somos aquilo que acreditamos ser ou aquilo que os outros estabilizam em nós? Quando a história que contamos sobre nós é retirada, o que sobra? Em Quixote, sobra o homem; em Pirandello, o vazio das máscaras.

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Perguntas frequentes

Do que trata Um, Nenhum e Cem Mil?

Da fragmentação da identidade. Vitangelo Moscarda descobre que é percebido de formas diferentes por cada pessoa e decide abandonar toda identidade fixa.

Qual a ligação com Dom Quixote?

Ambas tratam a identidade como reflexo social. Quixote é forçado a abandonar quem era; Moscarda escolhe dissolver-se. A pergunta de fundo é a mesma.

Quem é Vitangelo Moscarda?

É o narrador e protagonista de Um, Nenhum e Cem Mil, que entra em crise ao perceber que não há um eu único, mas cem mil versões dele nos olhos dos outros.

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Aula de origem (YouTube): Dom Quixote, Parte Dois (NousCast) · Um, Nenhum e Cem Mil, de Pirandello (NousCast)