Literatura
Por onde começar a ler Dostoiévski
Não comece pelos gritos, comece pelo sussurro: por que Noites Brancas é a melhor porta de entrada em Dostoiévski, e a ordem de leitura para seguir depois.
Literatura
Tipos de leitura: por que ler romances forma o caráter
Existem leituras de consulta, de especialização e de entretenimento. Entenda por que os bons romances formam as emoções, e não só entretêm.
Filosofia
Um minuto de felicidade vale uma vida inteira?
Um minuto de felicidade, será isso pouco para toda uma vida humana? A pergunta de Dostoiévski em Noites Brancas, e por que ela não tem resposta fácil.
Literatura
Noites Brancas, de Dostoiévski: resumo e análise
Noites Brancas não é a história de um romance que se consuma, é a do amor que poderia ter sido. As quatro noites, Nástienka e o desfecho sem beijo.
Literatura e filosofia
O sonhador de Noites Brancas: um arquétipo
O protagonista de Noites Brancas não tem nome porque é um arquétipo: alguém que sente demais e vive de menos, entre Raskólnikov e Míchkin.
Viagens culturais
A Basílica de São Pedro: o que ver
Um roteiro pelo essencial da maior igreja do catolicismo: a nave, o Baldaquino de Bernini, a cúpula de Michelangelo, a Pietà, a Cátedra na abside e as grutas.
Arte e Renascimento
A Cátedra de São Pedro, de Bernini
O trono de bronze que Bernini montou na abside da Basílica de São Pedro, guardando dentro de si a antiga cadeira de madeira. A cadeira mais alta da cristandade.
Literatura
Como identificar ecos bíblicos na literatura
Três imagens que a Bíblia empresta à literatura ocidental há séculos: o bebê nas águas, o alimento da rocha, a chave no ventre do peixe. Um método de leitura.
Arte e Renascimento
Édipo e a Esfinge, de Ingres, no Louvre
Édipo nu, de perfil, respondendo ao enigma diante da Esfinge nas sombras. O que a composição de Ingres diz sobre o homem que sabe tudo, menos a si mesmo.
Literatura
Lübeck, a cidade de Thomas Mann
A cidade hanseática do norte da Alemanha onde Thomas Mann nasceu, o casarão da família que virou a Buddenbrookhaus, e como aquele mundo de mercadores formou o escritor.
Literatura e vida
O medo de não dar conta de um clássico
Para quem já abandonou um clássico na metade, ou nunca teve coragem de abrir um: acolhida, não cobrança, para entrar num autor difícil pela porta certa.
História das ideias
A lenda de Gregorius e a Gesta Romanorum
A Gesta Romanorum, Hartmann von Aue no século XII, e o que Thomas Mann mudou ao reescrever a velha lenda: o narrador irônico, o espírito da história.
Filosofia e teologia
Culpa jurídica x culpa moral
Um tribunal absolveria Gregorius e Sibylla, porque não sabiam. Mas a alma não se contenta com a lei. A diferença entre ser inocente e precisar de limpeza.
Filosofia e teologia
Do fado grego à graça cristã
Na tragédia grega o destino é uma máquina que esmaga, e não há perdão. No cristianismo, a culpa encarada vira matéria-prima. A lei que condena, a graça que reintegra.
Filosofia e psicologia
Freud psicologiza a culpa, Mann a redime
Freud transforma Édipo em diagnóstico. Mann transforma Édipo em caminho de salvação. Psicologizar a culpa explica o que aconteceu, mas não absolve.
Filosofia e teologia
O Salmo 51: a oração do penitente
"Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua misericórdia." A oração de Davi, o rei que caiu e, em vez de se esconder, se ajoelhou. A mesma prece de Gregorius.
Curiosidades literárias
Paraty, a mãe brasileira de Thomas Mann
Um detalhe que quase ninguém sabe: a mãe do maior escritor alemão do século XX nasceu numa fazenda de Paraty, no Rio de Janeiro, em 1851.
História das ideias
Por que Thomas Mann voltou à Idade Média
1951, a Europa mal saída da guerra, milhões de mortos, e o maior escritor alemão escolhe voltar oitocentos anos. Não por fuga, por bússola.
Filosofia e teologia
As três vias: purgativa, iluminativa, unitiva
O mapa espiritual que a tradição cristã construiu para descrever o caminho da alma: purgativa, iluminativa, unitiva. Ninguém pula a primeira.
Filosofia e teologia
Não há culpa sem consciência
Para haver culpa, é preciso haver consciência. Quem transgride sem saber não é culpado do mesmo jeito, e essa chave decide o destino de toda a história.
Literatura comparada
O Édipo Cristão: Gregorius e Édipo
A mesma ferida, dois destinos opostos. Onde o Édipo de Sófocles se cega diante da verdade, o Gregorius de Thomas Mann se ajoelha. O que essa diferença revela.
Literatura e filosofia
O Eleito, de Thomas Mann: resumo e análise
O romance em que Thomas Mann transforma o maior pecador de uma lenda medieval na figura mais alta que um homem pode ocupar: não apesar da culpa, através dela.
Filosofia e teologia
O que é o pecado como desordem
Pecado não é uma lista de proibições de catecismo. É algo mais fundo: uma coisa fora do lugar que deveria ocupar, que rompe a harmonia do mundo.
Literatura
Por onde começar a ler Thomas Mann
Thomas Mann tem fama de autor denso e intimidador. Mas existe uma porta de entrada curta, leve e cheia de ironia: O Eleito, com pouco mais de 240 páginas.
Literatura
Quem foi Thomas Mann?
O maior romancista alemão do século XX teve o Brasil dentro de casa: a mãe nascida numa fazenda de Paraty. Uma biografia rápida para entender de onde vem O Eleito.
Filosofia e teologia
Uma cultura que acusa e não absolve
Sabemos apontar o erro; esquecemos como absolver. O Eleito, de Thomas Mann, é a contraproposta a uma cultura que cancela, mas não perdoa.
Filosofia grega
O único fragmento de Anaximandro
Uma única frase sobrevive dele, preservada por Simplício, quase um veredito de tribunal sobre o tempo. Por que os tradutores nunca concordam sobre ela.
Filosofia grega
Por onde começar a ler os pré-socráticos
Três livros, três portas diferentes, para quem quer tocar com as próprias mãos fragmentos de dois mil e seiscentos anos, e não só ouvir falar deles.
Filosofia grega
Por que o discípulo deve refutar o mestre
Anaximandro corrigiu Tales. Anaxímenes corrigiu Anaximandro. Em três gerações nasceu a tradição em que a razão vale mais que a autoridade.
Filosofia grega
Anaxímenes e a rarefação do ar
O terceiro milésio parece dar um passo atrás ao voltar a um elemento concreto. Na verdade, ele acrescenta a peça que faltava, um mecanismo testável.